terça-feira, 25 de junho de 2013

Por Ana Yasha, que escreve com a alma e com o coração.

"Se for pra terminar, termine direito. Sem contatos, sem telefonemas, sem mensagens de saudade, sem nada." Só queria te pedir para parar de destruir meu telhado, a chuva está chegando e você já foi embora há dias. O prêmio não é valioso em um jogo de trapaças, e meu sorriso, antes tão largo, já apresenta outro semblante quando falo de você. Você me curou, e bem sabe disso, mas agora faz questão de destruir tudo, na mesma proporção, até deixar como encontrou, egoísta que é. Não estraga o que você deixou de bonito em mim, não pinta de cinza o arco-íris que demorou tanto para surgir, não (im)planta espinho onde só tem espaço para flor. E eu que dediquei tanto carinho a você, te resgatei na tua pior turbulência, estive ao seu lado quando mais (e quando menos) precisou de alguém, terminei como pó. E você, a quem eu dizia que era "o avesso do avesso do avesso do avesso", não passava de farinha do mesmo saco.

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